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Conflito no Irã pode ter gerado custo de até US$ 100 bilhões aos EUA, aponta TV

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O custo da ofensiva militar dos Estados Unidos contra o Irã pode ser significativamente maior do que o informado oficialmente até agora. De acordo com a emissora norte-americana NBC News, estimativas internas do governo dos EUA apontam que as despesas relacionadas ao conflito já alcançam entre US$ 80 bilhões (cerca de R$ 407 bilhões) e US$ 100 bilhões (aproximadamente R$ 508 bilhões).

As informações foram atribuídas pela emissora a três integrantes do governo norte-americano e outras três pessoas com conhecimento do tema. Caso esses números sejam confirmados, o total desembolsado seria aproximadamente três vezes superior ao último valor divulgado pelo Pentágono, que, em um balanço apresentado em meados de maio, informava gastos de US$ 29 bilhões (cerca de R$ 142 bilhões).

Segundo a NBC, a estimativa mais elevada considera despesas que não aparecem nos relatórios públicos do Departamento de Defesa. Entre elas estariam custos operacionais mantidos sob sigilo, perdas de aeronaves de alta tecnologia e os danos registrados em instalações militares norte-americanas na região.

Ainda conforme a reportagem, também fazem parte dessa conta os investimentos necessários para recuperar bases dos Estados Unidos no Oriente Médio que foram atingidas durante ataques realizados pelo Irã ao longo do confronto.

O atual conflito teve início em 28 de fevereiro, quando forças norte-americanas e israelenses realizaram bombardeios em território iraniano. A ação resultou na morte do líder supremo Ali Khamenei e de outras autoridades de alto escalão de Teerã. Em resposta, o governo iraniano passou a lançar mísseis e drones contra instalações militares dos EUA na região.

Em meados de junho, os dois países chegaram a interromper temporariamente os confrontos após um cessar-fogo e a assinatura de um acordo preliminar de paz. No entanto, a trégua foi rompida posteriormente, dando lugar a uma nova escalada militar.

Com a retomada das hostilidades, Teerã voltou a fechar o Estreito de Ormuz, enquanto o governo do presidente Donald Trump restabeleceu o bloqueio naval aos portos iranianos, ampliando novamente a tensão no Oriente Médio.

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