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Escritora recebe indenização de US$ 5,6 milhões após vencer processo por abuso sexual e difamação contra Trump

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A escritora E. Jean Carroll recebeu a indenização de mais de US$ 5,6 milhões determinada pela Justiça dos Estados Unidos após vencer uma ação cível por abuso sexual e difamação contra o presidente Donald Trump. Os recursos, que permaneciam depositados em uma conta judicial desde o julgamento realizado em 2023, foram liberados na segunda-feira (13), após autorização do juiz responsável pelo caso.

A confirmação do pagamento foi feita nesta terça-feira (14) pela advogada da escritora, Roberta Kaplan. “Temos o prazer de informar que ela recebeu o pagamento da indenização”, disse Kaplan em nota. Horas depois, Carroll publicou em sua página no Substack a mensagem: “a águia pousou”.

O valor havia sido depositado por Trump logo após a decisão do júri que o responsabilizou no processo. Em junho deste ano, a Suprema Corte dos Estados Unidos manteve a condenação na esfera cível, permitindo que o juiz Lewis A. Kaplan autorizasse a liberação definitiva da quantia.

Antes da transferência, a defesa do presidente apresentou um pedido de emergência para impedir que o dinheiro fosse entregue à escritora, mas a solicitação foi rejeitada. Ainda assim, os advogados de Trump informaram que continuarão recorrendo da decisão e protocolaram um novo recurso na tentativa de suspender ou reverter o pagamento.

Não houve qualquer determinação judicial limitando o destino da indenização. Conforme documentos apresentados no processo, Carroll pretende investir o montante em uma conta de aposentadoria.

Trump continua negando todas as acusações relacionadas ao caso. O presidente afirmou que não houve qualquer contato sexual entre os dois, disse que Carroll, hoje com 82 anos e ex-colunista de conselhos, estava “mentindo completamente” e declarou que ela “não faz seu tipo”. Também afirmou que não a conhecia, minimizou uma fotografia dos dois em uma festa em 1987 e acusou a escritora de agir por motivação política e para promover seu livro.

Durante o julgamento, do qual Trump não participou, Carroll relatou que um encontro casual e inicialmente amigável em uma loja de departamentos terminou em violência. A ação só pôde ser apresentada porque o estado de Nova York alterou sua legislação, criando uma janela legal que permitiu que vítimas de abuso sexual ingressassem com processos envolvendo fatos ocorridos décadas antes.

Além dessa disputa judicial, o presidente também tenta reverter outra condenação relacionada à escritora. Em um processo distinto, julgado em Manhattan em 2024, Trump foi condenado a pagar US$ 83 milhões por difamação. Na ocasião, ele chegou a prestar depoimento perante o tribunal.

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