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Lula afirma que filho não se esconderá se for investigado: ‘não haverá qualquer privilégio’

Após abertura de inquérito contra Lulinha, presidente afirma que não interferirá na Justiça e descarta qualquer tratamento privilegiado

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (30) que o filho, Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, não receberá qualquer tratamento diferenciado caso venha a responder às investigações autorizadas pela Justiça. Segundo o presidente, a atuação das autoridades deve ocorrer dentro da legalidade e sem privilégios.

Durante declaração sobre o caso, Lula reforçou que não pretende interferir no trabalho do Judiciário e disse que a postura em relação ao filho dependerá do resultado das apurações.

“Se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como o filho de qualquer pessoa. Como eu. Não haverá qualquer privilégio. Jamais pedirei para um juiz não fazer a coisa correta. Se ele tiver certo, vai ter ajuda minha. Se fizer coisa errada, não vai ter. Ele sabe o que eu passei. Sabe o que é ver na TV te chamarem de ladrão. Sabe que minha mulher morreu por causa da Lava Jato. Ele não tem o direito de errar”.

Também nesta quinta-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou a abertura de um inquérito para investigar Lulinha. A investigação busca apurar a suposta prática dos crimes de tráfico de influência e corrupção em uma atuação que teria favorecido o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes em negociações envolvendo o Ministério da Saúde.

De acordo com as suspeitas da Polícia Federal, Lulinha e o lobista, conhecido como Careca, teriam mantido negócios relacionados ao mercado de cannabis medicinal. As apurações incluem tentativas de viabilizar contratos para o fornecimento de medicamentos à base de canabidiol ao governo federal.

Conforme divulgado anteriormente pelo g1, Antônio Carlos Camilo Antunes buscou firmar um contrato milionário com o Ministério da Saúde nos anos de 2024 e 2025 para a venda desses medicamentos. A negociação, no entanto, não foi concluída.

A defesa de Lulinha contesta a nova investigação. O advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou considerar que o pedido da Polícia Federal para instaurar o inquérito relacionado à área da saúde ocorreu porque não teriam sido encontradas irregularidades envolvendo o filho do presidente na apuração sobre as fraudes no INSS.

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