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Polícia prende novo suspeito pela morte de ex-ministra britânica e descarta motivação política

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A polícia do Reino Unido anunciou neste sábado (11) a prisão de um homem de 28 anos, em South Yorkshire, suspeito de envolvimento na morte da ex-ministra britânica Ann Widdecombe.

De acordo com as autoridades, o suspeito é um cidadão britânico branco e permanece sob custódia. Os investigadores também informaram que, até o momento, não há indícios de que o crime tenha sido motivado por razões políticas.

Ann Widdecombe, de 78 anos, foi encontrada morta na quinta-feira (9) em sua residência, localizada na região de Haytor, no sudoeste da Inglaterra.

Na sexta-feira (10), outro homem, de 26 anos, chegou a ser detido durante as investigações. No entanto, ele foi liberado poucas horas depois e, segundo a polícia, deixou de ser considerado suspeito no caso.

“Nossa prioridade continua sendo identificar os responsáveis e garantir que todas as evidências disponíveis sejam examinadas minuciosamente”, afirmou o vice-chefe da Polícia de Devon e Cornwall, Matt Longman. Segundo ele, a investigação ainda está em estágio inicial, mas avança “em ritmo significativo”.

Em uma nova atualização, a polícia informou que trabalha com a hipótese de que o ataque tenha ocorrido na quarta-feira, por volta das 11h30 no horário local (8h30 em Brasília).

O crime teria acontecido cerca de um dia antes de equipes de emergência serem chamadas até a residência da ex-ministra. Ao chegarem ao local, os socorristas acionaram a polícia após encontrarem Widdecombe morta, com ferimentos graves.

As autoridades também revelaram que a unidade antiterrorismo foi consultada durante a fase inicial das investigações, mas não participa da condução do inquérito.

Durante sua trajetória política, Ann Widdecombe ganhou notoriedade por defender posições conservadoras. Entre elas, manifestava oposição ao aborto e apoiava a política de manter detentas grávidas algemadas durante o parto como forma de prevenir tentativas de fuga.

Após a confirmação da morte, diversas lideranças ligadas aos partidos Conservador e Reform UK prestaram homenagens à ex-ministra.

O ex-primeiro-ministro Boris Johnson escreveu, em uma publicação no X, que Widdecombe foi “uma heroína do Brexit e uma grande oradora, capaz de empolgar tanto o público conservador que era muito difícil discursar depois dela”.

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