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Presidente da Câmara dos EUA afirma que Congresso não precisa autorizar conflito com o Irã

Mike Johnson afirmou que o governo Trump busca uma solução para o conflito e considera desnecessária uma autorização do Congresso neste momento

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O presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Mike Johnson, afirmou nesta terça-feira (21) que, na avaliação dele, o Congresso não precisa aprovar uma autorização para o uso da força militar contra o Irã neste momento. Segundo o parlamentar, a prioridade do governo é encontrar uma solução para a crise em andamento antes de considerar uma medida desse tipo.

Ao comentar o tema, Johnson destacou que a administração do presidente Donald Trump e o Departamento de Defesa seguem concentrados na condução das ações relacionadas ao conflito. “O governo está trabalhando muito duro. O comandante em chefe e todo o Departamento de Defesa estão trabalhando intensamente para chegar a uma solução. Há muitas discussões sobre como isso será feito. Todos nós estamos acompanhando esses desdobramentos de perto, é claro”, afirmou.

Na sequência, o presidente da Câmara reiterou que não considera necessária uma autorização formal do Congresso para o emprego da força militar. “Não acho que uma AUMF (Autorização para o Uso da Força Militar) seja apropriada neste momento. Acho que precisamos chegar a uma solução para isso.”

Johnson também comentou as recentes mortes de militares norte-americanos, classificando os episódios como uma “grande tragédia”. De acordo com ele, o governo trabalha continuamente para administrar a situação e evitar novas baixas entre as tropas.

O parlamentar republicano, que representa o estado da Louisiana, tem defendido que a administração Trump disponha de ampla margem de atuação tanto na condução das operações envolvendo o Irã quanto nas negociações com autoridades iranianas. Desde o início da escalada das tensões, ele também tem evitado definir o cenário como uma guerra. Em março, chegou a afirmar que as operações militares dos Estados Unidos no território iraniano seriam concluídas “em um curto período”.

Durante conversa com jornalistas, Johnson voltou a atribuir as dificuldades das negociações ao governo iraniano. Ao ser questionado pela correspondente Lauren Fox sobre declarações anteriores, respondeu: “Olha, não se pode confiar nos iranianos. Esse é o problema”. Em seguida, acrescentou: “Toda vez que pensamos que estamos chegando a algum tipo de acordo, eles quebram a confiança das pessoas do outro lado da mesa, e fazem isso quase imediatamente. É por isso que estamos tão frustrados.”

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