7/13/2026 10:23:00 AM
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (13) que o país deverá assumir o controle do Estreito de Ormuz e defendeu que Washington receba compensação financeira por garantir a segurança da importante rota marítima.
A declaração foi feita durante uma entrevista por telefone ao programa “Fox & Friends”, da Fox News, em meio ao aumento da tensão entre Estados Unidos e Irã.
“Vamos manter o estreito e provavelmente vamos administrá-lo. Seremos os guardiões do estreito. Talvez o chamemos de ‘anjo da guarda’ do estreito. E deveríamos ser reembolsados por isso”, disse Trump.
Na sequência, o presidente reforçou que a proteção da via marítima não deveria ser custeada apenas pelos Estados Unidos.
“Vamos protegê-lo. Seremos pagos para protegê-lo — muito dinheiro”, continuou.
“Seremos reembolsados porque as outras nações são muito ricas. Elas estão do nosso lado, e não se pode esperar que façamos isso de graça”, afirmou.
O Estreito de Ormuz é considerado uma das rotas mais estratégicas para o comércio mundial de petróleo. O bloqueio da passagem pelo Irã provocou uma forte reação dos mercados internacionais, impulsionando os preços da energia e ampliando as preocupações com possíveis impactos na economia global.
No sábado (11), Teerã anunciou o fechamento da via marítima, alegando a ocorrência de uma passagem não autorizada. No domingo (12), o governo iraniano informou que a navegação continuava suspensa e que novas autorizações só seriam concedidas quando, segundo as autoridades, fossem restabelecidas a “estabilidade e a calma”.
Durante a entrevista, Trump também comentou o acordo firmado anteriormente entre Washington e Teerã.
“Tínhamos um acordo. Era um acordo fechado, e então eles o romperam. Eles sempre o rompem. Já fizemos dez acordos com esse pessoal, então vamos simplesmente agir com firmeza contra eles”, declarou.
Também nesta segunda-feira, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que a retomada do tráfego marítimo regular no Estreito de Ormuz dependeria do encerramento das operações militares americanas na região. Em comunicado, o grupo advertiu que “a interferência contínua poderia levar a incidentes mais graves no setor global de petróleo e gás”.
Nos últimos dias, forças dos Estados Unidos e do Irã intensificaram a troca de ataques com mísseis e drones. Segundo Teerã, instalações militares americanas localizadas na região do Golfo foram atingidas, enquanto o bloqueio do Estreito de Ormuz foi mantido, contribuindo para a valorização internacional do petróleo.
A escalada militar aumenta as incertezas sobre o acordo provisório firmado entre os dois países no mês passado. O entendimento previa a reabertura do estreito e a suspensão temporária das hostilidades durante um novo período de 60 dias de negociações, cenário que agora enfrenta novos obstáculos diante do agravamento do conflito.
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