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Trump critica a Espanha e diz que não pretende mais fazer negócios com o país

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a fazer críticas aos aliados europeus por considerá-los insuficientemente comprometidos com os investimentos em defesa. Nesta quarta-feira (8), o principal alvo das declarações foi a Espanha.

O país é o único integrante da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) que não aderiu à nova meta de elevar os gastos militares para 5% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2035. Após negociações, Madri conseguiu uma exceção que permite limitar os investimentos em defesa a 2,1% do PIB. Atualmente, a Espanha figura entre os membros da aliança que menos destinam recursos ao setor, proporcionalmente à economia.

Durante a cúpula da Otan, realizada em Ancara, Trump voltou a atacar o governo espanhol.

“A Espanha é um caso perdido. Não queremos mais fazer negócios com a Espanha”, disse Trump durante a cúpula da Otan, em Ancara. “A Espanha é uma péssima parceira na Otan. Eles não participam, não pagam. Não quero ter nada a ver com a Espanha.”

As críticas não são inéditas. Trump já havia manifestado insatisfação com o governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez, um dos poucos líderes ocidentais que se posicionaram publicamente contra a ofensiva militar dos Estados Unidos ao Irã. Também gerou desconforto na Casa Branca a decisão do governo espanhol de impedir que bases militares americanas localizadas no sul da Espanha fossem utilizadas como apoio às operações contra o território iraniano.

“Nem falem com eles. São pessoas sem esperança, más”, acrescentou Trump. “Eles ganham muito dinheiro conosco, e vamos fazer com que ganhem muito menos. Não quero fazer negócios com eles.”

Governo espanhol reage

Em resposta, o gabinete do primeiro-ministro Pedro Sánchez informou que recebeu as declarações do presidente americano “com tranquilidade” e destacou que não pretende alterar a relação econômica e social entre os dois países.

Segundo um porta-voz do governo espanhol, os Estados Unidos mantêm superávit comercial nas relações com a Espanha, o que significa que a balança favorece os americanos. O representante também lembrou que, por fazer parte da União Europeia, a Espanha não pode ser alvo de medidas comerciais isoladas.

A ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, também se pronunciou por meio da rede social X e criticou as declarações de Trump.
“Trump chama a Espanha de ‘parceiro terrível’ porque não aceita chantagens nem ameaças. Porque somos um país soberano, democrático, que defende o multilateralismo e a paz. Terrível é confundir a diplomacia com o autoritarismo”, escreveu García.

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