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EUA anunciam aceleração de US$ 23 bilhões na produção de mísseis Tomahawk

Contrato com a Raytheon prevê ampliar a fabricação anual de Tomahawk de 60 para mais de mil mísseis

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Um novo contrato bilionário firmado pelo governo dos Estados Unidos com a Raytheon prevê uma expansão significativa da fabricação de mísseis Tomahawk, em uma iniciativa destinada a recompor os arsenais americanos e elevar a capacidade de produção de armamentos de longo alcance.

Ligada à RTX, a fabricante receberá US$ 22,9 bilhões para executar o acordo ao longo de sete anos. A previsão é que a produção anual dos mísseis ultrapasse a marca de mil unidades, diante de um ritmo atual de aproximadamente 60 Tomahawk fabricados por ano.

A medida ocorre em meio ao esforço das Forças Armadas americanas para reforçar reservas de munições consideradas estratégicas. Os Estados Unidos têm enviado volumes expressivos de armamentos para países aliados e também empregado munições em operações relacionadas ao conflito com o Irã, aumentando a atenção sobre a disponibilidade futura de sistemas de defesa e armas guiadas de precisão.

“Convocamos a indústria a ampliar rapidamente a produção de munições, e a RTX está cumprindo o compromisso”, disse o secretário interino da Marinha, Hung Cao, em uma publicação na rede social X”.

“Este contrato histórico do Tomahawk garante que nossos combatentes continuem dispondo do poder de fogo letal de que necessitam”, afirmou ele.

O Tomahawk é empregado pela Marinha americana em ataques de precisão contra alvos terrestres. Lançado a partir de navios e submarinos, o míssil é uma das principais armas de longo alcance utilizadas pela frota de superfície dos Estados Unidos.

O novo compromisso transforma em contrato definitivo um acordo-quadro firmado entre as Forças Armadas e a Raytheon em fevereiro. A estrutura plurianual permite que a empresa tenha maior previsibilidade para ampliar sua capacidade industrial, incluindo investimentos em instalações e equipamentos.

A estratégia faz parte de uma iniciativa mais ampla do governo do presidente Donald Trump para acelerar a fabricação de equipamentos militares. A administração vem negociando contratos de vários anos com grandes companhias do setor de defesa, buscando criar condições para que a indústria aumente sua capacidade produtiva.

Outras iniciativas semelhantes também avançaram neste mês. Os militares americanos fecharam acordos voltados à expansão da fabricação de componentes utilizados nos mísseis interceptadores Patriot e THAAD, ampliando o esforço para fortalecer a produção de sistemas de defesa.

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