8/29/2026 04:55:00 PM
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Uma operação realizada por forças dos Estados Unidos no Pacífico Oriental terminou com o afundamento de uma embarcação apontada pelas autoridades americanas como parte da estrutura logística utilizada pelo narcotráfico. A ação ocorreu na sexta-feira (28), em águas internacionais, e contou com a colaboração do governo do Equador.
A embarcação teria desempenhado a função de ponto móvel de abastecimento para outras embarcações empregadas no transporte de drogas. Informações reunidas pelos militares americanos indicavam que o barco prestava suporte à Los Choneros, uma das principais organizações criminosas do Equador. O grupo é considerado pelos Estados Unidos uma organização narcoterrorista.
O alvo já era conhecido pelas autoridades americanas e estava submetido a sanções impostas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. A operação foi executada pela Força-Tarefa Conjunta Hemisfério Ocidental (JTF-WHEM), com a participação de militares da Marinha e do Corpo de Fuzileiros Navais que estavam a bordo do navio anfíbio USS San Antonio.
Antes de destruir a embarcação, os militares realizaram uma abordagem e uma inspeção. De acordo com o Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM), não houve incidentes durante o procedimento. Os ocupantes foram retirados da embarcação e transportados em segurança para Manta, no Equador. Posteriormente, as forças americanas afundaram o barco.
Imagens divulgadas pelo comando militar registraram a explosão que precedeu o naufrágio da embarcação.
Os equatorianos que foram conduzidos a Manta afirmaram, segundo autoridades locais, que não tinham qualquer relação com atividades de tráfico de drogas. Até o momento, os Estados Unidos não divulgaram informações sobre uma eventual apreensão de entorpecentes durante a ação. Também não foi esclarecido se os ocupantes serão submetidos a algum procedimento investigativo ou judicial no Equador.
Para as autoridades americanas, a operação teve como objetivo atingir uma etapa considerada relevante na estrutura de transporte utilizada pelas organizações criminosas. O comandante do SOUTHCOM, Francis L. Donovan, afirmou que a ação representa uma ofensiva contra os recursos empregados pelas redes responsáveis pelo envio de drogas aos Estados Unidos.
“A operação de hoje demonstra o poder da Coalizão Americana Contra Cartéis para desmantelar as táticas e capacidades sofisticadas utilizadas por organizações narcoterroristas”, afirmou Donovan em comunicado.
A operação ocorre em meio ao aprofundamento da parceria militar entre Washington e Quito. Pouco mais de uma semana antes, os dois governos haviam anunciado o começo de operações militares conjuntas no norte do Equador, em uma área próxima à fronteira colombiana, com foco no combate às organizações ligadas ao narcotráfico.
Essas iniciativas estão inseridas no Escudo das Américas, uma aliança internacional de combate ao tráfico de drogas que reúne aproximadamente 20 países da América Latina e do Caribe e é liderada pelo governo do presidente Donald Trump. Parte das missões ocorre sob sigilo e envolve recursos militares americanos, como navios de guerra e helicópteros, em operações realizadas em conjunto com as forças equatorianas.
O governo de Daniel Noboa vem ampliando a cooperação com os Estados Unidos diante do crescimento da violência associada ao crime organizado no Equador. Entre as medidas adotadas está a autorização para que militares americanos permaneçam no território equatoriano por até 180 dias sem visto, acompanhada de imunidade migratória para as tropas.
As autoridades equatorianas também anunciaram o emprego de navios de guerra e helicópteros Black Hawk no reforço da vigilância das áreas marítimas e costeiras. A estratégia pretende dificultar o uso dos portos do Pacífico por organizações criminosas que utilizam essas estruturas para encaminhar drogas aos mercados dos Estados Unidos e da Europa.
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