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Homem-bomba ataca manifestação no Paquistão e deixa 14 mortos e dezenas de feridos

Explosão ocorreu durante ato por mais segurança em Kabal; entre as vítimas estão policiais, civis e o autor do atentado

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Um atentado suicida registrado neste domingo (2) em frente a uma delegacia na cidade de Kabal, localizada no Vale de Swat, na província paquistanesa de Khyber Pakhtunkhwa, provocou a morte de pelo menos 14 pessoas e deixou outras 18 feridas. As informações foram divulgadas por autoridades policiais e por um grupo de resgate.

Entre as vítimas fatais estão cinco policiais, oito civis e o próprio homem-bomba, de acordo com o chefe de polícia distrital, Omar Khan. O ataque ocorreu enquanto moradores participavam de uma manifestação nas proximidades da delegacia para pedir mais segurança e cobrar medidas contra grupos armados que atuam na região.

Antes da explosão, testemunhas relataram que participantes do protesto fizeram discursos direcionados às autoridades. Segundo elas, os oradores afirmaram que “garantir a segurança e eliminar a militância era responsabilidade do Estado.” Também acusaram o poder público de não enfrentar os grupos extremistas de forma eficaz, ressaltando que “os moradores queriam viver sem medo após anos de violência que devastaram a região.”

A polícia informou, em comunicado, que pelo menos 18 pessoas ficaram feridas na explosão. As autoridades também anunciaram o início de uma operação para localizar e prender possíveis envolvidos que tenham prestado apoio ao atentado.

Após o ataque, o presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, e o primeiro-ministro Shehbaz Sharif divulgaram manifestações de pesar, condenando a ação e lamentando a perda de vidas. Ambos reafirmaram que o país manterá os esforços de combate ao terrorismo até a eliminação dessa ameaça.

Nos últimos meses, a violência nas áreas de fronteira do Paquistão tem aumentado de forma significativa, com militares e policiais entre os principais alvos das ações de grupos militantes. O governo paquistanês atribui essa escalada ao apoio que, segundo afirma, é oferecido pelo Talibã afegão aos extremistas. As autoridades do governo do Talibã, por sua vez, rejeitam essa acusação.

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