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Irã nega suposto plano para assassinar filho de Trump

Mohsen Rezaei classificou como falsas as acusações após vídeo exibido na TV estatal iraniana mencionar Barron Trump

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O chefe de segurança do Irã, Mohsen Rezaei, negou nesta quinta-feira (27) a existência de um plano para assassinar Barron Trump, filho mais novo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração foi dada durante entrevista à emissora libanesa Al Manar TV.

A controvérsia surgiu após a divulgação, durante o fim de semana, de uma produção exibida pela emissora estatal iraniana IRIB. O material, com duração aproximada de três minutos, fazia referência direta ao filho do presidente americano e apresentava imagens de locais associados publicamente à rotina do jovem, entre eles a Trump Tower, em Nova York.

Logo no início, o vídeo exibia em inglês a pergunta: “Onde matar Barron Trump?!”. Ao longo da gravação, gráficos indicavam diferentes pontos relacionados à presença do filho do presidente. Na parte final, a narração mencionava uma recompensa de US$ 10 milhões, afirmando que as pessoas estariam “ansiosamente esperando para receber nossa recompensa de US$ 10 milhões”.

A exibição chamou a atenção das autoridades americanas. Na terça-feira (25), o Serviço Secreto informou que havia tomado conhecimento do conteúdo e que avaliava o material para determinar se poderia representar uma ameaça contra pessoas protegidas pela agência.

“O Serviço Secreto dos EUA está ciente do vídeo e investiga qualquer coisa que possa ser interpretada como uma ameaça contra as pessoas sob nossa proteção”, disse o porta-voz do Serviço Secreto, Nate Herring, em comunicado à imprensa. “Por questões de segurança operacional, não discutimos assuntos relacionados à inteligência de proteção”.

A IRIB é uma organização estatal iraniana considerada próxima dos setores mais conservadores do regime. Seu dirigente é escolhido diretamente pelo líder supremo do país, o que confere à emissora uma posição relevante dentro da estrutura de comunicação oficial do Irã.

Uma fonte ligada às forças federais de segurança dos Estados Unidos afirmou que o episódio integra uma série de produções feitas no Irã com referências à família Trump e ao próprio presidente. Segundo essa fonte, alguns dos materiais teriam abordado deslocamentos de familiares do chefe do governo americano e apresentado sugestões relacionadas à morte de integrantes da família.

Apesar das informações levantadas pelas autoridades americanas e da investigação sobre o conteúdo, Rezaei classificou como falsa a notícia de que haveria um plano iraniano para matar o filho de Trump.

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