8/10/2026 08:16:00 PM
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O processo que pode definir o destino de Duane “Keffe D” Davis, acusado de envolvimento na morte de Tupac Shakur, teve início nesta segunda-feira (10), em Las Vegas, nos Estados Unidos. Três décadas depois do assassinato, o ex-integrante de uma gangue é o único acusado ainda vivo no caso e pode ser condenado pelo crime.
Davis, atualmente com 63 anos, responde pela acusação de ter planejado a ação que terminou com Tupac baleado. Ele foi preso e formalmente acusado em 2023. Naquele ano, diante da juíza distrital Tierra Jones, do Condado de Clark, Nevada, declarou-se inocente.
O rapper foi atingido por quatro disparos quando tinha 25 anos. Os ferimentos não foram fatais de imediato: Tupac permaneceu internado por seis dias antes de morrer. Segundo a acusação, a motivação para o ataque estaria ligada a uma agressão sofrida pelo sobrinho de Davis, Orlando “Baby Lane” Anderson, após uma briga envolvendo o artista e integrantes de seu grupo.
A própria versão apresentada por Davis indica que ele estava no banco dianteiro de um Cadillac branco no momento do ataque. Os tiros teriam partido da parte traseira do automóvel contra Tupac. A estratégia da defesa é sustentar que Davis participou do planejamento da emboscada, mas não foi o responsável por disparar a arma.
A identidade de quem efetuou os tiros permanece sem esclarecimento. Em um livro publicado por Davis sobre o episódio, não é indicado quem teria puxado o gatilho. Pessoas que presenciaram o ataque também não forneceram informações suficientes para determinar com precisão a autoria dos disparos.
O assassinato ocorreu em um período marcado por conflitos envolvendo grupos ligados à cena do hip-hop. A trajetória de Tupac também já havia sido marcada por episódios de violência e confrontos com a Justiça.
Antes de sua morte, o artista havia enfrentado acusações relacionadas a um episódio ocorrido em Atlanta, em 1993, quando foi acusado de atirar contra dois policiais durante uma briga. As acusações acabaram retiradas.
No ano seguinte, Tupac passou a responder a uma acusação de abuso sexual apresentada por uma fã após um encontro em um hotel. O rapper negou a acusação e afirmou que a relação havia sido consensual.
Enquanto aguardava o julgamento desse caso, Shakur estava em um estúdio de gravação em Nova York quando foi atacado. Ele levou cinco tiros e sofreu ferimentos graves ao tentar fugir do local.
Depois de passar por cirurgia, o músico compareceu ao julgamento e acabou condenado a 18 meses de prisão. Posteriormente, recorreu da decisão e estabeleceu um acordo com Marion “Suge” Knight, executivo da Death Row Records, para obter recursos destinados ao pagamento da fiança e permanecer em liberdade.
A aproximação com Knight aumentou a ligação de Tupac com o ambiente de disputas entre grupos que buscavam influência na indústria do hip-hop. Nesse contexto de rivalidade, confrontos e ataques entre integrantes de diferentes grupos se intensificaram, contribuindo para uma sequência de episódios violentos que marcou o período.
Agora, o julgamento de Davis retoma judicialmente um dos crimes mais conhecidos da história do hip-hop. A expectativa é que o processo examine as circunstâncias da emboscada, a participação atribuída ao acusado e as informações disponíveis sobre os disparos que mataram Tupac.
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