Ícone do Widget

Relacionado

×

Dolly Parton registra alta de mais de 1.100% nos streams após morte

Após a morte da cantora, catálogo de Dolly Parton dispara nos EUA, com forte alta em streams, vendas, downloads e audiência nas rádios

Tempo de leitura: ...

A repercussão da morte de Dolly Parton provocou uma disparada no interesse do público pela obra da cantora nos Estados Unidos. Dados da Luminate divulgados pela Billboard mostram que o catálogo da artista registrou aumentos expressivos em streaming, vendas, downloads e audiência nas rádios na semana seguinte à sua morte, em 25 de agosto, aos 80 anos.

O desempenho mais significativo ocorreu nas plataformas digitais. Entre 21 e 27 de agosto, as gravações de Dolly Parton somaram 116,7 milhões de reproduções oficiais sob demanda no mercado americano. O resultado representa um salto de 1.143% em relação aos 9,4 milhões contabilizados entre 14 e 20 de agosto.

A procura também se refletiu no desempenho radiofônico. As canções da cantora alcançaram 48,9 milhões de ouvintes, contra 2,8 milhões na semana anterior, crescimento equivalente a 1.632%.

No mercado de álbuns, o catálogo de Dolly contabilizou 150 mil unidades equivalentes, avanço de 1.428% diante das 10 mil registradas anteriormente. As vendas digitais de faixas tiveram uma expansão ainda mais acentuada: foram 144 mil downloads, ante aproximadamente 2 mil na semana anterior, alta de 8.084%.

Dentro do resultado de álbuns, as vendas físicas e digitais tradicionais responderam por 27 mil unidades. O número ficou 2.556% acima das mil unidades comercializadas no período anterior.

O pico diário ocorreu em 26 de agosto, segundo os dados citados pela Billboard. Um dia depois da morte da cantora, suas gravações alcançaram 54,3 milhões de streams nos Estados Unidos. O volume superou o registrado por Drake no mesmo dia, de 41,9 milhões.

A movimentação recolocou canções clássicas de Dolly Parton nas paradas. “Jolene”, lançada originalmente em 1974, voltou à Billboard Hot 100 na 16ª colocação. A música havia alcançado inicialmente o 60º lugar e, agora, estabeleceu sua melhor posição histórica na parada, mais de cinco décadas depois de chegar ao mercado.

Outro resultado de destaque veio com “I Will Always Love You”. A música, escrita e gravada originalmente por Dolly Parton, ganhou projeção internacional posteriormente com a interpretação de Whitney Houston.

A gravação de Dolly liderou a Digital Song Sales depois de ultrapassar 15 mil cópias vendidas. A faixa ainda acumulou 6,5 milhões de streams e 5,1 milhões de audiência nas rádios, resultado que a levou à 27ª posição da Hot 100, mais de 50 anos depois de seu lançamento.

“9 to 5” também reapareceu entre as 100 músicas mais populares dos Estados Unidos. A canção ficou em 16º lugar, impulsionada por 9,5 milhões de streams, 7,2 milhões de audiência radiofônica e 15 mil cópias comercializadas.

A repercussão ultrapassou o consumo musical e chegou às buscas na internet. Informações do Google Trends apontaram que o interesse pelo nome Dolly Parton atingiu o nível máximo de 100 durante o período analisado, sinalizando um pico histórico de procura.

Entre as consultas que mais cresceram estavam pesquisas relacionadas às músicas e letras da cantora, além de dúvidas sobre sua idade e de buscas específicas por “Jolene”. O nome da artista também passou a ser associado a questionamentos sobre sua morte, incluindo “Dolly Parton morreu?”, “Dolly Parton notícias” e “Dolly Parton ainda está viva?”.

As pesquisas também recuperaram diferentes momentos e relações da carreira de Dolly Parton. Entre os termos que ganharam destaque estavam “Dolly Parton Miley Cyrus”, “Whitney Houston” e “I Will Always Love You Dolly Parton”. Imagens e informações sobre a cantora durante a juventude igualmente despertaram maior interesse do público.

Comentários