10/08/2026 09:29:00 PM
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A execução de Nidal Hasan, condenado pelo assassinato de 13 pessoas em um ataque a tiros na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009, está prevista para 3 de dezembro. O procedimento será realizado por um pelotão de fuzilamento e poderá ser acompanhado pelo público, segundo declarou nesta quinta-feira (8) o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth.
Em entrevista à emissora Real America's Voice, Hegseth afirmou que o Exército tomará providências para permitir que as pessoas assistam à aplicação da pena. O secretário defendeu a exposição do procedimento como uma forma de demonstrar a gravidade das consequências impostas a quem comete crimes dessa natureza no país.
Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre como será organizada a participação do público. Também não há confirmação se os interessados poderão comparecer presencialmente ou acompanhar o procedimento por meio de uma transmissão televisiva ou pela internet.
Durante a entrevista, Hegseth foi questionado sobre a possibilidade de Hasan ter apresentado um último pedido ou mantido contato com o governo do presidente Donald Trump. Em resposta, o secretário declarou: “Não me importa. Vamos vê-lo em 3 de dezembro.”
Na segunda-feira (5), Sean Parnell, porta-voz do Pentágono, informou que Trump havia autorizado a execução do condenado.
O caso chama a atenção pelo caráter excepcional do método escolhido. O fuzilamento é permitido em apenas cinco estados americanos: Idaho, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul e Utah, conforme informações do Centro de Informações sobre a Pena de Morte.
Em 2025, a Carolina do Sul realizou uma execução por esse método, a primeira nos Estados Unidos em 15 anos. A eventual morte de Hasan por um pelotão de fuzilamento representaria também o primeiro caso do tipo envolvendo militares americanos desde 1945, quando Eddie Slovik foi executado na França por deserção durante a Segunda Guerra Mundial, segundo a emissora NPR.
A história das execuções públicas no país também remonta a um período anterior. Em 1936, Rainey Bethea, um homem negro condenado por estuprar uma mulher branca, foi enforcado diante de uma multidão no Kentucky. A execução é apontada como a última realizada publicamente nos Estados Unidos.
Já a execução mais recente de um militar americano ocorreu em 1961. Naquele ano, John A. Bennett foi enforcado no Kansas após ser condenado por estupro e tentativa de assassinato de uma menina de 11 anos.
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