10/31/2026 07:25:00 PM
Tempo de leitura: ...

A Justiça dos Estados Unidos encerrou definitivamente a ação bilionária apresentada por Donald Trump contra o The Wall Street Journal, Rupert Murdoch e jornalistas envolvidos em uma publicação sobre a suposta ligação do presidente americano com Jeffrey Epstein. A decisão foi tomada neste sábado (31) pelo juiz federal Darrin Gayles, em Miami, que considerou insuficientes as provas apresentadas para demonstrar que os acusados agiram com dolo ao divulgar informações consideradas difamatórias.
Ao justificar o arquivamento, o magistrado criticou os argumentos utilizados pela defesa do presidente, afirmando que o processo estava “se agarrando a qualquer coisa” na tentativa de “fabricar” irregularidades na produção da reportagem investigativa. A decisão foi proferida em caráter definitivo, o que impede que a mesma ação seja apresentada novamente perante a Justiça americana.
A disputa judicial teve origem em uma publicação que abordou um suposto documento relacionado à comemoração dos 50 anos de Epstein, realizada em 2003. De acordo com o jornal, o material fazia parte de um álbum de aniversário organizado por Ghislaine Maxwell, socialite britânica posteriormente condenada pela Justiça.
Entre os itens reunidos estava uma carta com uma mensagem de teor sexualmente sugestivo, atribuída a Trump. O documento apresentava seu nome e trazia um texto acompanhado pelo desenho feito à mão de uma mulher nua. A mensagem terminava com a expressão: “Feliz aniversário — e que cada dia seja um novo segredo maravilhoso”, conforme relatado pelo periódico.
O material teria sido preservado por Maxwell antes de Epstein ser preso pela primeira vez, em 2006. O episódio também antecedeu o rompimento entre Trump e o financista, cuja relação passou a ser questionada após a divulgação de informações sobre os dois.
O presidente americano contestou a autenticidade da carta, negou ser seu autor e classificou o conteúdo como “falso, malicioso e difamatório”. Na ação apresentada à Justiça federal de Miami, Trump sustentou que o jornal, seus responsáveis e repórteres divulgaram informações que sabiam ser incorretas ou cuja veracidade ignoraram deliberadamente.
A acusação descreveu as publicações como “declarações falsas, difamatórias e depreciativas” e afirmou que a divulgação teria provocado “danos financeiros e de reputação insuperáveis” ao presidente. Apesar das alegações, o juiz entendeu que não foram demonstrados os elementos necessários para responsabilizar os réus por difamação.
Comentários
Postar um comentário