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Pesquisa aponta que aprovação de Trump segue no nível mais baixo de sua carreira

Democratas avançam entre eleitores enquanto republicanos enfrentam desgaste a menos de um mês das eleições legislativas

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A menos de um mês das eleições legislativas dos Estados Unidos, o cenário político apresenta dificuldades crescentes para o Partido Republicano. Um novo levantamento Reuters/Ipsos aponta que a avaliação do presidente Donald Trump permanece em seu nível mais baixo, enquanto os democratas aparecem à frente entre os eleitores registrados.

Segundo a pesquisa, concluída nesta segunda-feira (5), 32% dos americanos aprovam a atuação de Trump na Presidência. O percentual repete o resultado registrado em setembro e representa o menor índice de aprovação alcançado pelo republicano ao longo de sua trajetória política.

O levantamento ouviu 4.506 adultos dos Estados Unidos pela internet durante seis dias. A margem de erro é estimada em aproximadamente dois pontos percentuais.

A perda de apoio entre os eleitores de origem hispânica aparece como um dos principais sinais de desgaste para o presidente. Apenas 24% desse grupo aprovam atualmente seu desempenho na Casa Branca, menor percentual registrado durante seus dois mandatos.

A mudança ocorre depois de Trump ter ampliado significativamente sua votação entre os hispânicos na eleição presidencial de 2024. Naquela disputa, ele conquistou quase metade dos votos desse eleitorado, ante aproximadamente um terço obtido em 2020.

Agora, a tendência apontada pela pesquisa é diferente. Entre os hispânicos registrados para votar nas eleições de meio de mandato, 52% afirmam que pretendem apoiar candidatos democratas, enquanto 26% indicam preferência pelos republicanos. A diferença representa a maior vantagem democrata nesse segmento desde a chegada de Trump à Presidência.

O enfraquecimento do apoio ao governo ocorre em meio à preocupação dos americanos com a situação econômica. O custo de vida aparece como o principal fator considerado pelos eleitores na definição do voto para a eleição de novembro.

A inflação aumentou depois da elevação dos preços da gasolina e do diesel associada à guerra com o Irã, iniciada por Trump em fevereiro. O avanço dos preços nos últimos meses contribuiu para ampliar a insatisfação entre diferentes parcelas do eleitorado.

No cenário nacional para as eleições legislativas, os democratas também aparecem em vantagem. Entre os eleitores registrados, 44% manifestaram preferência pelo Partido Democrata, enquanto 37% disseram optar pelo Partido Republicano.

A diferença é ainda maior entre os independentes. Nesse grupo, 37% demonstraram preferência pelos democratas e 21% pelos republicanos. Outros 28% permanecem sem decisão sobre o voto.

Outro sinal de alerta para o partido de Trump está entre os americanos com 50 anos ou mais. A vantagem republicana nesse segmento caiu para apenas dois pontos percentuais, com 44% de preferência pelo partido contra 42% pelos democratas. Em dezembro, a diferença favorável aos republicanos era de oito pontos.

Esse eleitorado tem importância especial nas eleições de meio de mandato, já que historicamente os americanos mais velhos representam uma parcela expressiva dos votantes. Entre aqueles com menos de 50 anos, por outro lado, os democratas aparecem com uma vantagem de 18 pontos.

Os números reforçam as dificuldades enfrentadas pelos republicanos antes da votação marcada para 3 de novembro, que definirá o controle das duas casas do Congresso durante os dois anos finais do atual mandato presidencial.

As projeções mencionadas no levantamento indicam um ambiente especialmente competitivo. Muitos analistas avaliam que os democratas podem conquistar a maioria na Câmara dos Representantes, enquanto a disputa pelo controle do Senado também passou a ser considerada mais aberta.

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